Eu sou adepta da
liberdade, mesmo depois de todas as promessas que me fiz de lutar pelo amor,
aderi à liberdade, como se lutar por ele é deixar o outro livre para decidir o
que fazer com o sentimento que ofereci. Como se amar fosse o ato de ser livre e
principalmente deixar livre.
É tudo um grande
clichê, mas só porque nunca aprendi com os erros alheios, gosto de cometer meus
próprios erros, eu sei que isso não é muito inteligente, menos ainda se meus
erros são iguais aos de todos os outros.
Sempre pensei, desde
muito jovem, que amar mesmo é respeitar a vontade do outro. E por isso não
ofereci resistência ao tomar conhecimento que a pessoa que amei amava, ama
alguém que não era a mim.
Talvez, só talvez,
uma ou duas vezes eu tenha permitido que o amado tomasse conhecimento do meu
sentimento, mas sabe, eu só queria ter certeza de que não estava lendo errado
os sinais que me foram passados...
E me foi provado que
eu era ingênua e que desejo não é paixão e menos ainda amor.
Então, como não sou
brinquedo, não me permiti ser a diversão de quem amei e após todas essas
rejeições (e não foram mais que 5), abandonei tais história com a ideia de que
fizera minha parte. E assim parti.
Mas minhas histórias
são todas cíclicas. TODAS. E os reijeitantes, sempre retornaram à minha vida,
talvez para terem a satisfação de me rejeitarem só mais uma vez. E eu não pude
ser mais rejeitada, porque aquela não era mais eu... E rejeitou-se uma nova Monique,
tão passional quanto a primeira, mas certamente sem a paixão pelo coadjuvante.
É como se eu fosse
um livro, e essas crianças quisessem reler, mas ao tomá-lo, descobriram na
segunda leitura que não havia o que ser lido.
Eu sempre gostei da
liberdade, mas quando estes personagens retornam à minha história, trazendo uma
angústia e uma vitória, eu declino da vitória, me agarro à angústia, e começo a
desejar que nunca tivesse gostado da liberdade, nem de dar liberdade, nem de
ser livre. E começo a desejar o fim desses contatos, a quebra de contratos, e
ter comportamento de uma criança que não tem a maturidade de continuar gentil,
de continuar amiga. De continuar ali, parada, do outro lado da tela... Do
celular, do computador... Da janela.
Então, quando tudo
acontece quero ouvir Tchaikovski... E acabo ouvindo mesmo Teletema na voz da
Toller.
E começo uma nova
história, com um novo amor e todos os outros se convertem em apenas mais um
tema para os velhos e novos poemas. Porque o que conta, é o que está na minha
conta. E merece mesmo o meu pensamento, o meu sentimento e meus ouvidos e olhos
atentos o amor que eu tenho e o amor que me tem. E mais uma vez deixá-lo livre,
torcendo para que não queira partir, mas se um dia ele quiser ir... Eu sempre
gostei da liberdade.
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