sábado, 27 de outubro de 2012

Cores

Hoje meu dia não está cinza, tampouco rosa.
Talvez esteja bege, roxo, verde. Qualquer cor da qual não gosto.
Perguntei e me foi respondido. Meu castelo foi desconstruído. Enfim, mantenho-me nessa cor, não por desprezá-la ou apreciá-la. Apenas porque preciso sair da fantasia e me habituar com a realidade. E a realidade agora dói. Me sinto triste, fragilizada, cansada. Não quero carregar, não quero ser carregada, quero caminhar apenas, pelo andar. Pelo prazer de andar e não sentir falta de ar.
Cotidiano... é você entender que a MERDA DE UMA TPM detona a semana inteira, pelo seu primeiro dia... Sábado e tanto!
Cólica. Aff.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cotidiano - poetisa.

Não posso permitir que o poema se cale de minha alma, porque seria como emudecer a mim.
Seria como lutar contra minha natureza. Seria como me matar aos poucos
Não posso silenciar o poema da minha fala, porque seria como silenciar gritos de uma criança à tapas, seria, violento, inútil, traumático.

Minha vida é uma poesia, boa, doce, sensível. Ter consciência, não me torna uma pessoa melhor, apenas alguém com uma carga maior de responsabilidade sobre o que deve ser feito. Poetizar.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Memórias de outra vida.

Hoje foi um dia particularmente triste
Eu estive triste, não necessariamente deprimida. Contudo, mais triste do que eu deveria por algo relativamente pequeno.
Penso que ainda não aprendi a me aceitar.
Isso acontece com muita gente. Mas, minha alma sente falta dela, da minha criança. Eu sonho com ela muitas e muitas vezes. Sempre a protegendo, sempre na consciência do amor ágape que toma conta de mim quando tenho esse sonho. Sempre com a angústia de acordar e não tê-la comigo.
Não compreendo como posso eu ter uma filha, amá-la, saber como é seu rosto e tê-la perdido, sem nunca ter engravidado. Como posso eu ser mãe, se só encontro minha filha nos meus sonhos? Eu sonho sempre com essa criança.
Que amo incondicionalmente, imensamente, mais que a minha vida, que a minha alma, como se ela fosse a razão de minha existência na Terra. Mas ela nem mesmo existe, não nessa vida.
Ontem eu tive uma discussão, mas não é essa a raiz da minha tristeza.
O que sinto é saudade, de alguém que nunca vi. Não além de meus sonhos. Meus sonhos recorrentes, onde sempre levo um tiro... onde me ponho à frente dela, para que ela não seja atingida. E sempre tem um sótão.
E quando estou acordada, sinto a lembrança do amor e a lembrança da dor... E inúmeras vezes eu não penso em nada, quando o que eu queria eram respostas. Aquelas que eu já tenho e me recuso a acreditar.
Tainá, onde você está, minha luz? Porque não te vejo?