Hoje foi um dia particularmente triste
Eu estive triste, não necessariamente deprimida. Contudo, mais triste do que eu deveria por algo relativamente pequeno.
Penso que ainda não aprendi a me aceitar.
Isso acontece com muita gente. Mas, minha alma sente falta dela, da minha criança. Eu sonho com ela muitas e muitas vezes. Sempre a protegendo, sempre na consciência do amor ágape que toma conta de mim quando tenho esse sonho. Sempre com a angústia de acordar e não tê-la comigo.
Não compreendo como posso eu ter uma filha, amá-la, saber como é seu rosto e tê-la perdido, sem nunca ter engravidado. Como posso eu ser mãe, se só encontro minha filha nos meus sonhos? Eu sonho sempre com essa criança.
Que amo incondicionalmente, imensamente, mais que a minha vida, que a minha alma, como se ela fosse a razão de minha existência na Terra. Mas ela nem mesmo existe, não nessa vida.
Ontem eu tive uma discussão, mas não é essa a raiz da minha tristeza.
O que sinto é saudade, de alguém que nunca vi. Não além de meus sonhos. Meus sonhos recorrentes, onde sempre levo um tiro... onde me ponho à frente dela, para que ela não seja atingida. E sempre tem um sótão.
E quando estou acordada, sinto a lembrança do amor e a lembrança da dor... E inúmeras vezes eu não penso em nada, quando o que eu queria eram respostas. Aquelas que eu já tenho e me recuso a acreditar.
Tainá, onde você está, minha luz? Porque não te vejo?
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